quinta-feira, 4 de maio de 2017

Goiânia foi palco do maior acidente radiológico do mundo, em setembro de 1987. A contaminação afetou a saúde de centenas de pessoas.


A HISTÓRIA:

No dia 13 de setembro de 1987, um aparelho contendo uma peça radioativa foi achado e aberto por catadores de papel, em Goiânia. O equipamento estava num prédio abandonado onde funcionava uma clínica desativada.  Os homens acharam que se tratava de sucata e venderam o fragmento a um ferro-velho. A cápsula projetava uma luz brilhante que despertou curiosidade, e muita gente acabou manuseando o material.

O acidente foi descoberto duas semanas depois. Após os primeiros sinais de contágio pela radioatividade, a peça foi levada à Vigilância Sanitária, que constatou tratar-se de material tóxico. A partir de então, casas e ruas foram isoladas, e a cidade foi invadida por especialistas e técnicos em radiação. Moradores fizeram testes para saber se estavam contaminados. Os primeiros atendimentos foram no Estádio Olímpico de Goiânia, e os casos mais graves foram transferidos para o Rio de Janeiro.

Mais de mil pessoas foram contaminadas por radiação de césio-137. Na ocasião, quatro morreram. Mas, estima-se que dezenas de pessoas faleceram em consequência de complicações desenvolvidas a partir da contaminação pelo césio 137.

A tragédia causou uma comoção nacional, mas também gerou, na época, uma discriminação contra os goianos. Ainda hoje, uma associação de vítimas luta para resgatar a cidadania dessas pessoas que foram contaminadas.

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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Tragédia na Soledade acende alerta para o abandono técnico

Campanha “Antes Seguro do que Acidentado” chama atenção para importância do acompanhamento profissional na obra e no serviço de manutenção

Ladeira da Soledade, noite de segunda-feira (24). O que poderia ser mais um dia comum na rotina, ficou marcada por uma fatalidade que matou três pessoas e separou parte da família Deminco. No cenário da tragédia um prédio em ruínas, uma casa destruída por um desmoronamento e o pânico de familiares e vizinhos. Este acidente poderia ter sido evitado, se as devidas manutenções estruturais tivessem sido executadas por um profissional técnico habilitado.




Para alertar a população sobre os eminentes riscos sociais que a falta de manutenção e sem uma orientação técnica competente podem causar a toda comunidade, é que o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA), lançou em março a campanha: “Antes Seguro do que Acidentado”.


Para o coordenador de fiscalização do Crea-BA, engenheiro agrônomo João Falcão, sinistros como o ocorrido na ladeira da Soledade, marcam a necessidade de um acompanhamento técnico na manutenção e restauração de edificações. “Isso reforça a nossa preocupação com a aplicação da lei de manutenção predial 5.907/2001, que tem o objetivo de prevenir acidentes com alta gravidade”, salienta.

Com a contratação de um profissional nas obras de construção e nos serviços de manutenção, é possível prevenir danos posteriores, desde um incêndio causado por um curto circuito ao desabamento parcial ou total do imóvel. A campanha, que está percorrendo toda a Bahia, além mostrar a necessidade da emissão da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) pelo serviço ou obra, chama atenção para o acompanhamento técnico do início até o final do projeto.

Segundo dados da Associação de Magistrados da Justiça do Trabalho divulgados em 2016, o Brasil registra mais de 700 mil acidentes de trabalho por ano, o que coloca o país em quarto lugar no mundo nesse aspecto, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), atrás apenas de China, Índia e Indonésia. A construção civil é um dos maiores responsáveis pelo grande número de ocorrências.

Além dos acidentes do trabalho, a falta de orientação técnica e de realização da manutenção predial são responsáveis pela maioria das ocorrências fichadas pela Defesa Civil em Salvador. A situação registrada na Ladeira da Soledade se junta a vários outros casos de desabamento de imóveis, telhados e marquises. Contratar um profissional técnico habilitado ajuda a evitar acidentes e salva vidas.

A campanha – Estão sendo distribuídos folders e cartazes, realizadas mobilizações nas redes sociais e executados spots em emissoras de rádio em todo o estado. De acordo com o presidente do Crea-BA, engenheiro mecânico Marco Amigo, é por meio da ART que é comprovada a regularidade do serviço/obra. “Este documento é um instrumento de defesa da sociedade, pois formaliza o compromisso do profissional com a qualidade dos serviços prestados”, observa, destacando ainda que a ART é importante para a composição do acervo técnico do profissional.

A iniciativa ainda pretende envolver a sociedade no sentido de contratar profissionais regulamentados pela Lei 5.194, de 1966, que observem os princípios éticos, econômicos, tecnológicos e ambientais compatíveis às várias regiões do Estado.

Confira algumas perguntas e respostas sobre a Campanha “Antes Seguro do que Acidentado”:

Quais são os riscos de obras e serviços de Engenharia executados sem a participação de responsável técnico habilitado?

Além de caracterizar exercício ilegal da profissão, previsto na Lei Federal nº 5.194/66, não assegura a aplicação dos conhecimentos técnicos necessários para o funcionamento e a segurança do empreendimento, podendo, também, vir a potencializar a ocorrência de graves acidentes.

Como o Crea exerce a fiscalização de obras e serviços de Engenharia?

É feita através de ações fiscalizadoras “in loco”, com a finalidade de identificar a regularidade das empresas e profissionais envolvidos no empreendimento. Tal regularidade dar-se-á através da comprovação do competente registro de Pessoa Jurídica e Física junto ao Conselho. Verifica-se, também, a identificação dos responsáveis técnicos pelas diversas atividades em execução, tais como, projeto, montagem, manutenção e instalação, entre outras, através da comprovação do registro da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica – ART.

Como o Crea orienta a sociedade sobre a execução de obras e serviços de Engenharia?

O Crea promove ações de divulgação da importância da contratação de empresas e profissionais habilitados para executarem obras e serviços de Engenharia, através de cartilhas, revista periódica, e-mails marketing distribuídos aos profissionais registrados e publicações nas redes sociais, além da realização de palestras e seminários, dentre outros eventos.

Quais cuidados que devem ser tomados na execução de obras e serviços de Engenharia?

Ao contratar empresa ou profissional para a execução de obras e serviços de Engenharia, deve ser exigida a comprovação do competente registro no Crea, a apresentação da Anotação de Responsabilidade Técnica – ART, bem como o efetivo acompanhamento das atividades, como forma de garantir a aplicação dos conhecimentos técnicos necessários e previstos para o empreendimento envolvido.

O que acontece quando o Crea identifica irregularidade na execução de obras e serviços de Engenharia?

O Crea emite notificação preventiva, concedendo o prazo de 10 (dez) dias para a devida regularização da pendência. O não atendimento ao prazo estabelecido implica na lavratura de Auto de Infração, com a aplicação de multa.
Gênesis Freitas, Crea-BA, 03/05/2017

Brasil é 4º lugar no mundo em acidentes de trabalho

O capitalismo mata, adoece, mutila milhares de trabalhadores todos os anos no país

O 28 de Abril é o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho. A morte de 78 mineiros numa explosão na mina de Farmington, no estado da Virgínia (EUA), em 28 de abril de 1969, levou a Organização Internacional do Trabalho (OIT) a estabelecer desde 2003 a homenagem nesta data.


Com uma média de 700 mil registros de acidentes de trabalho por ano, o Brasil ocupa atualmente o 4º lugar no mundo em ocorrência de acidentes de trabalho, atrás somente de China, Índia e Indonésia.
Apesar de alarmantes esses índices ainda não apresentam de fato a dimensão do problema, pois há um elevado grau de subnotificação das informações, segundo afirmam os próprios órgãos governamentais.
Nas empresas Brasil afora, em geral as investigações de acidentes de trabalho concluem que a causa é o famoso “ato inseguro”. Ou seja, além de moer a carne do trabalhador, em ambientes inseguros e que exigem alta produtividade acima de qualquer coisa (inclusive da vida), as empresas querem colocar a culpa do acidente sempre sobre as costas da vítima.
Após aprovação no Congresso, o presidente Michel Temer sancionou recentemente o projeto que libera a terceirização para as chamadas atividades-fim, isto é, aquelas para as quais a empresa foi criada. Significa que a terceirização poderá ocorrer sem restrições em todos os setores das empresas, inclusive na administração pública. Isso agrava ainda mais o cenário dos acidentes de trabalho no país.







No Brasil, a data nos faz resgatar os dados alarmantes sobre a falta de saúde e segurança no ambiente de trabalho em todo o país. E, neste 28 de abril de 2017 também se combina a uma data de luta marcada pelos movimentos sociais: Dia de Greve Geral contra os ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários do governo Temer.

Os principais números…

Os dados do Anuário Estatístico da Previdência Social apontaram em 2015 um total de 612,6 mil acidentes, dentre os quais 2500 foram ocorrências de morte. A região sudeste é a responsável por 53,9% dos registros.

A área de serviços aparece com 55,69% e a indústria com 41,09%, excluídos os dados de atividade ignorada. Porém, se considerado o fato de que a Indústria representa apenas 25% dos trabalhadores registrados no país, significa que proporcionalmente este setor é onde se dá a maior incidência de acidentes de trabalho.

Já o Anuário Estatístico de 2013 traz um estudo de maior fôlego, abrangendo o período entre 2007 e 2013. Neste período, foram registrados mais de 5 milhões de casos de acidentes de trabalho no Brasil, sendo 19,4 mil mortes.

… e o que os números não contam

Isso significa que uma grande parte dos acidentes não é registrada através da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) e permanece invisível às estatísticas. Isso porque, para evitar aumento de tributações, as empresas se recusam a registrar os acidentes. No caso de pequenas e médias empresas estima-se que menos de 20% dos acidentes são notificados.

Além disso, os números oficiais não abrangem os trabalhadores informais (cerca de 50% dos ocupados no Brasil), os trabalhadores públicos de regime estatutário e os autônomos.

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) realizada pelo IBGE, em 2013, mostrou que para cada acidente de trabalho registrado pela Previdência Social, há quase sete acidentes não declarados oficialmente (metade destes inclusive de trabalhadores formais e segurados pela Previdência Social).

A culpa é de quem?

O próprio guia de investigação de acidentes de trabalho do Ministério do Trabalho, no entanto, indica que além da causa imediata, deve-se investigar as causas “subjacentes” e “latentes”, que estão por trás do ato inseguro. Traduzindo: devem ser analisados e pontuados como causas os fatores de gestão e gerenciamento, como ausência de treinamento adequado, exigência de produção elevada, excesso de jornada, elevada rotatividade de empregados, etc.

O fato é que muitas chefias exigem que os trabalhadores se coloquem em risco, em nome de um aumento da produtividade. O trabalhador não se acidenta porque quer.

Os acidentes e a terceirização

Atualmente, oito em cada dez acidentes de trabalho acontecem com terceirizados, que respondem ainda por quatro de cada cinco mortes nessas circunstâncias.

Os terceirizados possuem os salários mais baixos, no entanto trabalham em média 3 horas a mais por semana comparados aos demais trabalhadores. Jornadas maiores são mais cansativas e provocam maiores incidências de acidentes.

Além disso, esses trabalhadores ocupam as vagas mais precarizadas, que envolvem os maiores riscos de acidentes e doenças ocupacionais, já que as empresas querem também ‘terceirizar’ os riscos para não terem que se responsabilizar por eles.

A subcontratação de mão de obra já atinge um em cada quatro trabalhadores no Brasil. Com a permissão oficial do governo Temer para a terceirização desenfreada, está dada a largada também para um disparo nos índices de acidentes e doenças do trabalho.

A reforma da previdência prevista por esse governo vai no mesmo caminho, pois com a exigência de 49 anos de contribuição e 65 de idade para a aposentadoria, teremos pessoas cada vez mais idosas nos ambientes de trabalho, com a saúde mais debilitada e mais sujeitas a doenças e acidentes de trabalho.

Por tudo isso, este 28 de abril possui um duplo significado para nós. É dia de lutar contra os ambientes de trabalho que nos adoecem, nos mutilam, nos matam. E é dia de lutar contra as reformas do governo Temer que agravam ainda mais nossas condições de trabalho e de vida.

http://esquerdaonline.com.br/2017/04/06/brasil-e-4o-lugar-no-mundo-em-acidentes-de-trabalho/

                                                                           
                                                                           Autor desconhecido, Esquerda online, 06/04/2017.

Homem tem dedos amputados após acidente de trabalho


Um trabalhador de 42 anos sofreu um acidente de trabalho e precisou ter os dedos do pé esquerdo amputados, nesta terça-feira (17), em Uberaba . O homem estava auxiliando na demolição de paredes em uma obra na Avenida Santos Dumont, quando foi atingido por uma viga de concreto.
obra acidente de trabalho Uberaba  (Foto: Reprodução/ TV Integração)
Homem ficou ferido após desmoronamento de paredes em obra (Foto: Reprodução/ TV Integração)

De acordo com o Corpo de Bombeiros, que prestou atendimento, o objeto caiu sobre o pé esquerdo causando fratura exposta. No momento do acidente, ele não utilizava bota com proteção adequada, apenas um tênis comum.
A vítima foi encaminhada para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), onde segundo os militares, foi constatada a necessidade de amputação. O G1 tentou contato por telefone com o responsável pela obra, mas não obteve êxito até a publicação desta reportagem. 
O G1 também entrou em contato por telefone com a assessoria da instituição de saúde que, conforme norma interna, não fornece informações sobre os pacientes.

http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2016/05/homem-tem-pe-amputado-apos-acidente-de-trabalho-dizem-bombeiros.html
Alex rocha, G1 do triângulo mineiro, postado em 17/05/2016

Operário morre após acidente de trabalho em Fábrica da Suzano








Um jovem morreu após um acidente de trabalho em uma fábrica em Mucuri, extremo sul baiano. O caso ocorreu nesta quinta-feira (23) na empresa Suzano Papel e Celulose. Marciano Silva trabalhava como terceirizado para serviço de pintura. Segundo o Teixeira News, colegas da vítima disseram que Marciano teria caído ao passar por uma plataforma chamada JLG, quando foi atingido por uma máquina. O trabalhador chegou a ser socorrido para um hospital de Itabatã, na mesma região, mas não resistiu. Em nota, a Suzano lamentou o fato e informou que presta junto com a terceirizada [Georgia Engenharia] assistência à família do trabalhador. Uma perícia técnica deve esclarecer as causas do acidente.

Explosão em fábrica de fertilizantes espalha nuvem de fumaça tóxica

Fábrica de fertilizantes fica em Cubatão, na Baixada Santista. 
Algumas pessoas que inalaram o gás passaram mal e foram atendidas.

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Uma explosão numa fábrica de fertilizantes gerou uma nuvem tóxica que se espalhou pela região de Cubatão, em São Paulo.

A explosão foi por volta das 15h desta quinta-feira (5). Imediatamente, uma fumaça alaranjada já podia ser vista de vários pontos de Cubatão e de outras cidades da Baixada Santista.

"Todos ouviram a hora da explosão, até fez tremores no chão”, disse Luiz Claudio Da Silva, encarregado de construção.

As empresas do polo industrial de Cubatão que ficam próximas à Vale Fertilizantes foram esvaziadas.

Caminhoneiros que descarregavam mercadoria numa fábrica vizinha tiveram que deixar o local às pressas.

“Nós deixamos os caminhões lá dentro a pedido da segurança. O pessoal já entrou em alerta”, contou Everaldo de Almeida, caminhoneiro.

“Começou tipo um fogo num negócio de ácido e logo depois houve a explosão e começou a fumaça amarela”, comentou Filço Lima, caminhoneiro.

Algumas pessoas que inalaram o gás passaram mal, foram socorridas pelo Samu e levadas ao pronto-socorro.

As equipes do plano de auxílio mútuo das empresas do polo industrial de Cubatão, da Defesa Civil e do Corpo dos Bombeiros trabalharam juntas; 35 veículos de emergência foram para o local.

Segundo a Vale Fertilizantes, a explosão foi provocada por um problema numa esteira transportadora no armazém de nitrato de amônio. O produto é usado como matéria-prima para fertilizantes e é altamente tóxico.

“O resultado da queima vira um óxido de nitrogênio, que junto com a umidade, ele pode virar um ácido nítrico. Então, ele é altamente poluente, ele é perigoso”, destaca Herbert Passos Filho, presidente Sindicato dos Químicos.

O consultor ambiental Elio Lopes alerta para os riscos ao meio ambiente: “Essa fumaça é uma fumaça tóxica, dependendo da concentração. Queima a vegetação e causa também uma série de problemas respiratórios”.

No fim da tarde, a nuvem de fumaça diminuiu de volume e já estava mais clara.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a fumaça não oferece mais risco e o incêndio está controlado. Um bombeiro que foi atendido no local, com sinais de intoxicação, passa bem. Cerca de cem moradores da Comunidade da Mantiqueira, vizinha ao polo industrial, foram levados para uma escola municipal e devem passar a noite lá.

A Vale Fertilizantes declarou que está trabalhando com o Corpo de Bombeiros e autoridades locais. A empresa afirmou também que não vai medir esforços pra minimizar os efeitos para a população. E que as causas do incêndio e os eventuais danos ambientais estão sendo apurados.

7 acidentes radioativos modernos que chocaram o mundo

1 – Therac-25

O Therac-25 é uma máquina da radiografia produzido pela Atomic Energy of Canada Limited (AECL) em 1985. Cinco máquinas foram enviadas para os EUA e seis usadas no Canadá, e foram envolvidas em seus acidentes entre 1985 e 1987, onde três pacientes morreram de envenenamento por radiação. O problema foi a quantidade das doses que eles estava usando, um paciente deveria receber uma dose cerca de 200 rads e recebeu inacreditavelmente entre 15.000 e 20.000 rads.

2 – Kramatorsk, Ucrãnia, 1989

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Em 1989, duas famílias que moravam em um apartamento desde 1980, tiveram sérios problemas. Na primeira família, a mãe duas crianças morreram de leucemia, e a segunda o filho mais velho morreu e outro ficou gravemente doente. E só descobriram que era por causa da radiação do prédio depois que chamaram alguns especialistas para analisar. Acabaram descobrindo que uma cápsula de césio 137 foi detectado em uma parede de concreto entre dois apartamentos. Césio-137 é tipicamente utilizado em dispositivo de controle de processo radioisótopo.

3 – Kwale Districit, Quênia, 1999

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No sudeste do Quénua, o governo decidiu economizar dinheiro fazendo reparos em uma estrada de terra usando um  materia chamado Mrima Hill. Até aí tudo bem, o problema é que esse material é muito radioativo e só descobriram 8 anos depois de arrumarem a estrada.

4 – Bialystok, Polônia, 2001

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No dia 27 de fevereiro de 2001, durante uma sessão de radioterapia para um paciente com câncer de mama, o Centro de Oncologia Bialystok perdeu o controle, incluindo o de sua máquina de radioterapia chamada Neptun 10P. Depois de algumas sessões, quatro pacientes relataram uma irritação e ardor no local do tratamento. A equipe suspendeu o uso da NEPTUN 10P e examinaram a máquina. Detectaram doses a mais da máquina, o que significa mais radiações do que o adequado. A clínica tinha realizado as verificações corretas da máquina conforme o material de instruções, mas uma queda de energia desregulou a máquina, e as doses de radiação aumentaram.

5 – Rio de Janeiro, 2011

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Em outubro de 2011, no Hospital Vanerável da Terceira Ordem de São Francisco da Penitência, no Rio de Janeiro, uma menina de sete anos chama Maria Eduarda estava tratando sua leucemia. Ela tinha diagnosticado em 2010 e já tinha completado um ciclo de quimioterapia, mas os médicos logo indicaram a radioterapia.
Quando Maria Eduarda começou o tratamento, seus pais ficaram preocupados pois começou a aparecer queimaduras em sua pele. Os médicos disseram ao pai da menina que era normal, e eles se despreocuparam. Mas os ferimentos na cabeça de Maria pioraram e a menina logo começou a apresentar danos cerebrais, incluindo dificuldades em falar e andar. Ela finalmente foi diagnosticada com radiação citânea. Além das queimaduras, a radiação também começou a afetar seu cérebro e assim descobriram que ela estava com necroso no lobo frontal. Infelizmente ela acabou falecendo em junho de 2012.

6 – Tepojaco, México, 2013

Um caminhão branco da Volkswagen transportava cobalto-60, fonte de teleterapia radiativa provenientes de um hospital para um centro de armazenamento de resíduos radioativos foi roubado em um posto de gasolina em Tepojaco, México, no dia 2 de dezembro de 2013. O caminhão foi finalmente encontra do na cidade de Hueypoxtla, cerca de 2,3 quilômetros de onde teria sido roubado. O caminhão teria sofrido um acidente, e as autoridades alertaram que quem teve contato com material do caminhão, provavelmente iria morrer pelo contato com a radiação. Eles fizeram avisos para os ladrões pela televisão, que teriam que ir a um hospital para se tratar, mas os ladrões nunca foram encontrados e provavelmente eles morreram.

7 – Césio-137, Goiânia, 1987

FERRO VELHO CONTAMINADO COM O CÉSIO-137, DE PROPRIEDADE DE DEVAIR, VISTA AÉREA, OUT/87 FOTO: YOSIKAZU MAEDA
Um dos maiores acidentes com o isótopo Césio-137 teve início no dia 13 de setembro de 1987, em Goiânia, Goiás. O desastre fez centenas de vítimas, todas contaminadas através de radiações emitidas por uma única cápsula que continha césio-137. O instinto curioso de dois catadores de lixo e a falta de informação foram fatores que deram espaço ao ocorrido. Ao vasculharem as antigas instalações do Instituto Goiano de Radioterapia (também conhecido como Santa Casa de Misericórdia), no centro de Goiânia, tais homens se depararam com um aparelho de radioterapia abandonado. Então tiveram a infeliz ideia de remover a máquina com a ajuda de um carrinho de mão e levaram o equipamento até a casa de um deles.
Várias pessoas começaram a aparecer nas famácias com os mesmos sintomas, vômitos, náuseas, diarreia e tonturas. Somente no dia 29 de setembro de 1987, após a esposa do homem que levou o césio 137 para casa, ter levado parte da máquina de radioterapia até a sede da Vigilância Sanitária é que foi possível identificar os sintomas como sendo contaminação radioativa.

terça-feira, 2 de maio de 2017

JBS é condenada  a indenizar mecânico por acidente em MT

Da Redação

Terça-Feira, 25 de Abril de 2017, 15h:40 | Atualizado
Fonte: FOLHAMAX





O Código Civil brasileiro estabelece a obrigatoriedade de alguém que provoca um dano a outro, mesmo que sem intenção, repará-lo. E isso também se aplicada nas relações entre empregado e empregador.

Rotineiramente casos nesse sentido chegam à Justiça do Trabalho, em especial quando o trabalhador é vítima de algum acidente que teve como motivo a conduta ou omissão da empresa. A ação movida por Luiz, um ex-empregado da JBS, é um desses casos. Ele havia sido contratado para trabalhar como mecânico em uma unidade frigorífica e acabou sofrendo um acidente quando pintava a parte externa do prédio da empresa.

A queda do trabalhador, que estava em cima de um tablado que desmoronou, acabou provocando lesões graves em seu braço direito, deixando-o incapaz para o trabalho e com limitações para funções básicas do dia a dia. Após o incidente, ele apresentou a perda funcional total dos movimento de cotovelo ferido, perda da flexão, bem como uma cicatriz e hipotrofia muscular do membro.




A empresa acabou condenada a indenizar o trabalhador em 60 mil reais pelos danos morais e estéticos. Além disso, também foi condenada a pagar os custos de uma eventual cirurgia para tentar reparar as lesões e a repassar, todos os meses, enquanto a limitação perdurar, quase 2 mil reais ao ex-empregado como forma de indenizá-lo por ele não mais poder desempenhar suas funções.

O erro cometido pelo frigorífico foi contratar um trabalhador como mecânico e mandá-lo realizar serviços de pintura, num quadro de desvio de função, agravado pelo fato de não ter ofertado nenhum treinamento ou mesmo equipamentos de proteção individual para a nova atividade. As medidas, se houvessem sido adotadas, poderiam ter evitado a ocorrência do acidente ou eximido a empresa da responsabilidade.

“A conduta omissiva da empresa é flagrante - fosse em direito penal falar-se-ia em dolo eventual”, destacou o juiz André Molina, que julgou o caso inicialmente. Ele destacou que o treinamento concedido ao trabalhador tratou do manuseio e afiação de facas, queimaduras, combate a incêndio, acidentes de trajeto, vazamento de amônia e ruídos, mas nenhuma capacitação sequer lhe foi concedida para trabalho de pintura e em altura.

O magistrado também pontuou que o caso se mostrou ainda mais grave após documento elaborado pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) da empresa considerar internamente o trabalhador como responsável pelo acidente e, ao mesmo tempo, estabelecer um plano de ação para inspecionar as demais escadas e treinar os trabalhadores para a atividade de pintura.

Ao reanalisar o caso, o TRT de Mato Grosso ressaltou que em episódios de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor tem o dever de indenizar o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes (prejuízos decorrentes da interrupção da atividade) até ao fim da convalescença, além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido.

Conforme destacou a relatora do processo no TRT, juíza convocada Mara Oribe, “o fato de a reclamada contribuir mensalmente para a seguridade social não a exime de reparar os danos causados ao trabalhador por acidente de trabalho derivado de sua culpa, tanto é que o INSS pode exigir da empresa, em ação de regresso, o ressarcimento de despesas efetuadas, ou por efetuar, com o pagamento de benefícios previdenciários ou decorrentes da prestação de serviços de reabilitação profissional”.

Operário morre e outro tem perna amputada na desmontagem de instalações da Rio-2016

Comitê diz que responsabilidade é das empresas contratadas para realizar os serviços 

Por: Rodrigo Viga Gaier (Reuters) , 
O Estado de S.Paulo
06 Outubro 2016 


Um operário morreu e outro perdeu uma perna em acidentes durante a desmontagem de equipamentos dos Jogos Olímpicos do Rio, informou nesta quarta-feira à Reuters uma fonte próxima ao assunto, que teme por novas ocorrências devido a dificuldades enfrentadas por prestadores de serviço em meio a atrasos no pagamento do Comitê Rio-2016. O Rio-2016 confirmou os acidentes e a morte de uma pessoa, e disse que a responsabilidade por possíveis falhas é das empresas contratadas para realizar os serviços.

Segundo a fonte, que trabalha para uma empresa contratada e pediu anonimato, a segurança dos trabalhadores está fragilizada e ameaçada desde que o Comitê dispensou recentemente mais de 100 fiscais de segurança do trabalho que seriam responsáveis por acompanhar a desmontagem de instalações dos Jogos.

                                                          Fonte: Divulgação

Arena do Vôlei de Praia ficará localizada em Copacabana


Nos últimos dias, um operário morreu eletrocutado num canteiro de apoio montado nas proximidades de um shopping da zona oeste do Rio de Janeiro, no chamado polo da Barra da Tijuca, e outro teve uma perna amputada depois de se envolver em um acidente com um poste de luz que fazia parte da arena de vôlei de praia, em Copacabana.

O diretor de comunicação do Comitê Rio-2016, Mario Andrada, disse que os acidentes ocorreram por possíveis falhas nos canteiros, que são de responsabilidade dos contratados pelo Comitê para realizar a desmontagem dos locais dos Jogos. "A gente não tinha nenhum controle sobre essas ocorrências; foram em instalações nossas em operações terceirizadas e nos dois acidentes ocorreram erros primários", afirmou. "A culpa não é nossa, é de quem contrata os funcionários, seja ele de menor ou maior qualidade."

Para o Ministério Público do Trabalho, o Comitê não pode se eximir de responsabilidades por ter terceirizado os serviços dos Jogos. "Quando você contrata um terceirizado, você tem que fiscalizar e ficar atento para saber se está cumprindo a lei... contratar alguém menos preparado e qualificado. No fim das contas, chegando ao Judiciário, há responsabilização sim do contratante (Comitê)", afirmou à Reuters a procuradora do MPT Viviann Mattos.


A fonte argumenta que os acidentes podem estar de alguma forma relacionados ao atraso do Comitê Rio-2016 no pagamento de alguns fornecedores e prestadores de serviço contratados para atuar nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Segundo a fonte, é natural que com o atraso, as empresas passem a empregar pessoas menos capacitadas e a usar equipamentos mais baratos, o que aumenta o risco de acidentes. 


"A Olimpíada foi um sucesso, mas o pós eu temo que possa terminar em tragédia. Temo que mais acidentes ocorram, ainda tem muito trabalho em altura e perigoso", declarou a fonte à Reuters. "Há menos fiscalização com a segurança do trabalho, já que mais de 100 foram demitidos. Há uma pressa das empresas em finalizar a desmontagem para executar novos serviços para outros clientes e há uma desmotivação de quem trabalha, que não sabe quando vai poder receber", acrescentou.


Sem calote. Na última quarta-feira, funcionários de uma empresa terceirizada fizeram um protesto na porta do Comitê, no centro da cidade, para chamar a atenção para os atrasos. Procurado, o Comitê Rio 2016 admitiu que há uma descontinuidade no pagamento de alguns prestadores de serviço, mas o diretor de comunicação garantiu "que não haverá calote" a nenhum fornecedor.


Andrada argumentou que os atrasos pontuais têm a ver com a elevada desmobilização de contratados pelo Comitê, que no momento trabalha com cerca de 400 pessoas que não estariam dando conta de atender os pagamentos dos mais de 20 mil fornecedores que atuaram nos Jogos. "O número de fornecedores é muito grande, as medições dos contratos são muito complexas. Temos recursos grandes para receber do COI (Comitê Olímpico Internacional) e patrocinadores em novembro e vamos honrar todos os compromissos", disse ele.


O Comitê garante que vai fechar as contas dos Jogos no "zero a zero" e rechaçou uma correlação entre os atrasos nos pagamentos e um risco maior para a operação de desmontagem das arenas e equipamentos. "É muito cômodo para o prestador de serviço dizer que a culpa é do Comitê. A gente contratou empresas e o fornecedor que tem que cuidar do seu funcionário. Não tem fluxo de caixa que justifica um fornecedor deixar seu funcionário trabalhar sem segurança", disse Andrada.


Antes do Jogos, a Superintendência Regional do Trabalho já havia chamado a atenção para irregularidades na preparação do evento que resultaram na morte de 11 pessoas. As mortes aconteceram em obras de instalações ou de legado dos Jogos entre os anos de 2013 e 2016. As ocorrências foram registradas em obras como linha 4 do metrô, vias expressas, museus e outros. "Se fôssemos deixar simplesmente na mão dos organizadores, o que a gente ia ver da parte dos organizadores era uma espécie de lavar as mãos", disse a procuradora do MPT.

http://esportes.estadao.com.br/noticias/jogos-olimpicos,operario-morre-e-outro-tem-perna-amputada-na-desmontagem-de-instalacoes-da-rio-2016,10000080575

Introdução à Saúde e Segurança do Trabalhador

O tema Saúde e Segurança no Trabalho (SST) ganha a cada dia maior visibilidade no cenário mundial, e o governo brasileiro se mobiliza para garantir um melhor ambiente de trabalho para os brasileiros.

Por isso o Ministério da Previdência Social criou o Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional – DPSSO, voltado especialmente para o desenvolvimento de políticas públicas que aprimorem a segurança, saúde e qualidade de vida no trabalho.

Segundo o artigo 19 da Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991, “acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, ou pelo exercício do trabalho do segurado especial, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, de caráter temporário ou permanente”. Pode causar desde um simples afastamento, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho, até mesmo a morte do segurado.

Também são considerados como acidentes do trabalho:
a) o acidente ocorrido no trajeto entre a residência e o local de trabalho do segurado;
b) a doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade;
c) a doença do trabalho, adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente.

Fonte: http://www.previdencia.gov.br/a-previdencia/saude-e-seguranca-do-trabalhador/

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Apresentação

Olá, somos um grupo de estudantes do curso de Engenharia Civil, do quarto trimestre, do Centro Universitário de Tecnologia SENAI Cimatec, e vamos mostrar nesse blog acidentes no trabalho relacionados com as normas de segurança e saúde, estudadas na matéria de Higiene e Segurança no Trabalho com o professor e orientador Silvio Ribeiro. Nosso grupo é formado por seis integrantes.

Bruno Nogueira Urpia
Felipe Nunes Santoro
Guilherme Silva Sales
Lucas Lessa Alonso Carriço
Pedro Henrique Demarchi Pereira
Ricardo Barros de Castro